Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...
Não sei, acho que com o tempo, eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto, contasse mais histórias que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim, mas também poderia ser pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu cérebro, e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que passou a vida, as obrigações que tomam todo o tempo livre, e o corpo e a mente tão cansados que quando o ócio chega, ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, voltando ao início, foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas que se sentia, foi crescendo uma falta. Me confo...