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Mostrando postagens de maio, 2009

Lavou

De repente tudo desmoronou, a chuva lavou toda minha alegria e minhas esperanças. E essas batidas que antes leves que embalavam, agora me afligem porque não mais as ouvirei. Toda vida planejada que eu tinha, hoje não passa de tinta quase se apagando, e aqueles dias que eu sorria, hoje no meu rosto nada se delineia. E ainda se acham no direito de me dizer mentiras e enganar-me sem receio algum, de me iludirem com palavras doces, que eu tola, daria o mundo para que fossem verdades. Aonde o vento vai me pousar? Que outros tempos ele me levará? Onde eu posso encontrar aquele paz que seus tambores não tocam mais?

Carta para quem foi

Tenho pensamentos quem vêm como na valsa, suas lembranças fazem tanto parte de mim, partem meu presente em passado e futuro. Te m tanta coisa aqui que te lembra, as cores daquela roupa, o aroma e sabor das coisas, as histórias que me contava, hoje já não me contam mais, hoje já não te vejo mais. Ainda passo parte do meu tempo tentando saber como tudo aconteceu, procurando vestígeos de culpa, de consolo. Fiz coisas que não pensei, pensei coisas que não fiz, deveria ter feito, deveria ter dito. Queria que ainda estivesse com a gente, para perguntar para marcar meus dias, talvez eu não respondesse, talvez eu nem percebesse, mas você estaria sempre presente, fazendo da vida como se nunca fosse acabar, como se fosse para sempre, como se eu pudesse contar, e contava, e não esperava que um dia, pudesse acabar. Não digo que senti muito, ainda sinto, não digo que sinto falta, sempre sentirei, não choro mais, nem mesmo as lágrimas saberiam dizer tudo que senti, tudo que me aconteceu, tudo que eu...