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Mostrando postagens de novembro, 2015

Batalha de copas

Nunca imaginei que eu teria que lutar com você, que entraria num embate entre eu e suas palavras fáceis mas sempre insinuosas, nunca imaginei que teria que lutar com você uma luta muda, onde a minha única arma é a percepção e a obviedade de toda essa situação. Nunca imaginei que pra lutar com você teria que lutar comigo mesma, que eu seria minha própria armadilha, que eu me deixaria tantas vezes numa emboscada, nunca imaginei que você me tornaria a pior inimiga de mim mesma, e que eu seria sua maior aliada. Nunca imaginei que eu teria que lutar com quem dizia que ia cuidar de mim, com quem a presença me fazia sentir proteção, nunca imaginei que eu teria lutar com meu mais fiel soldado. Não quero ser redundante mas nunca, nunca imaginei que teria que lutar contra nenhum mal que você me causaria, nunca imaginei que você me causaria algum mal. Nunca imaginei que um dia eu teria que desistir de você, de te convencer, de te mostrar, de te provar, pra começar a lutar, lutar no exército do...
Não é uma superação, não é um acordo, não é uma súplica, eu estou dando minhas próprias mãos num aperto, me abraçando, me olhando nos olhos e pedindo a mim mesma para parar, me implorando para me deixar ser feliz, para me deixar amar outra pessoa, estou pedindo a mim mesma para deixar alguém me amar, ou me colocando em frente ao espelho e tentando amar a pessoa que vejo, já não tem porquê pedir pra você mais nada, você não tem mais o que me dar. Te culpar pela minha enorme tristeza, berrar minha dor, escancarar meu peito pra você, me despir na sua frente como eu jamais fiz com outra pessoa, lançar mão de qualquer escudo, espada, arma contra o que sua presença/ausência me causa, já não adianta, nunca. Eu não tenho a menor possibilidade de te levar num lugar especial no dia do seu ano novo, e não tem a menor possibilidade de você querer ir a qualquer lugar comigo, quem sabe se eu tivesse todo o dinheiro que poderia comprar pra você o melhor lugar, com a melhor vista, com o melhor cardá...

Tiê-Sangue

Eu quase consegui bater asas e voar pra longe da gaiola que me aprisiona enquanto  insisto no Pássaro - Preto que mora nela, eu Tiê-Sangue, vou perdendo a cor até minguar, vou deixando de cantar, esperando na gaiola do meu coração de passarinho, aquele Pássaro - Preto que não me completa mais. Vou esquecendo que tenho minhas próprias asas vermelho vivo, meu vôos, meus semelhantes, minha própria vida aérea pra me entregar, e vou vivendo a espera do Pássaro- fúnebre, que não vem, que não quer, que não, só não. Não adianta esperar outro pássaro aparecer, tem que voar distraída, tem que se encantar novamente, pra poder encantar novamente, então outra ave vem, e vem sem se fazer esforço pra ela ficar, e ela abre a gaiola e te tira de lá porque não tem porquê você esperar, ela acontece, ela vem, ela sim. Tiê-Sangue volta a se pintar, esquece os que a esqueceram, volta a cantar em outro ninho, porque amor de passarinho não é isso não, aprende Tiê-Sangue, voa de vez, não esquece do que ...