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Mostrando postagens de dezembro, 2011

Ler no dia 31

É o último dia antes da meia noite, fogos de artifício, espumantes e frutas, há quem pule ondas, há quem engula sete sementes, tem e você debaixo do céu estrelado, sonhos, promessas e esperanças. Ninguém nunca quer passar em branco, a intenção é sempre acontecer, e vai lá contagem regressiva, a música batida da TV, a nostalgia do que ficou par trás. Para rasgarmos os cadernos velhos e traçar novas linhas tortas, alguém inventou que o ano tem fim, mesmo os dias continuando a serem os mesmo, os dias sim, o ano, novo.

Ensaio do fim

Eu soube que o tempo anda passando, e não tem me chamado para ir junto, soube que ele me vê de longe, e sem vontade, sem esperança, abaixa a cabeça e me deixa de lado, só queria dizer para ele não desistir de mim, que estou disposta a ir em frente que não quero ficar parada, atada, chorando ou fingindo uma alegria instantânea, quase bêbada. Eu resisto à vontade de mandar o tempo voltar, de trazer de volta meus sorrisos, meus sonhos, meus amigos, e meus passeios de fim de tarde , de me fazer de novo ter aquela anestesia geral do mundo, de gerar a vida e quase não sentir, enquanto eu acho que isso não tem fim, o fim sempre está próximo, e eu tento fechar os olhos, e não ver passar, não ver quem passa por mim. Tenho medo de no fim, ser apenas lembranças, lembranças de uma vida que eu vivi, e que no fim de tudo, vai se confundir com a que eu gostaria de ter vivido, ou com a que eu esperava ter vivido. Não quero ser um eterno domingo esperançoso, eu quero realizar e sinto que está tão tarde...