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Mostrando postagens de outubro, 2009

Alice

Ela já não sabe em que acreditar. Justo ela, que via o mundo segundo suas cores, que caminhava olhando ao redor, que perguntava quando ninguém mais sabia. - Acorde! - foi o que lhe disseram. E ela acordou, mas ainda se recusa a abrir os olhos. Ela ainda vive no seu mundo de ilusões, ela ainda teima em se iludir com suas paixões, ela não quer mais saber a hora de voltar, ela se diverte com um copo e balança com suas cores desgastadas. Sua luz ainda brilha mas ela finge que ninguém vê, em casa tem alguém pensando nela, que não consegue dormir, e dormir é a única coisa de que nessas horas ela não precisa. Ah! Ela não sabe como voltar, ela fez questão de desviar o caminho, ela não acredita em nada do que os outros pensam dela, ela se engana toda vez que se despede de alguém. E de novo ela volta pro seu mundo, feito das cores que ela mesma escolheu, com os seres que ela mesma criou, vivendo das histórias que ela conta antes de levantar e vivenciar o dia. Mas cuidado Alice, lá fora o mundo t...

Aflição

Já perdi o sentido da caminhada, não vejo mais o tempo passar, fugir daqui seria a atitude mais sincera, e mais desesperada também. Eu não deixo transparecer por medo da culpa, sou a vítima dos meus próprios crimes, meus pequenos pecados me perseguem, e estou sendo castigada de uma forma ou de outra. Pensando melhor, é melhor sem visitas, eu não sei nem me despedir descentemente, eu já não conheço quem eu mais gostava, minhas prioridades foram completamente esquecidas. Estou aprisionada num mundo que não me pertence, e ele gira tão depressa que eu não tenho como fugir. Você já teve a horrível sensação de estar dançando conforme a música...dos outros? É a música que escuto todos os dias.

Meu centro

Eu ando pelas ruas enquanto a chuva vai caindo, os meus cabelos molhados mostram que eu consigo ainda sentir alguma coisa, que algo ainda me atinge, depois de todas as situações que me fizeram mais dura, ou dura demais. Será que alguém consegue me ver com essa cortina de água que se tornou o meu rosto? Será que alguém ainda consegue me salvar dessa tormenta? Será que a chuva nunca mais vai passar? Eu estou tentando, não diga o contrário, mas meus braços são muito pequenos pra eu abraçar seu mundo, que me escapa todo dia um pouco mais. Só não tirem minha inspiração, nenhuma delas, que me fazem esquecer por muitos momentos que o dia tem que continuar independente da minha vontade, e que os dias passam, cada vez mais rápido e eu continuo parada debaixo dessa chuva, descobrindo que ninguém tem que me salvar, eu tenho que tentar sozinha, é assim que eu vim, e é assim que eu vou sair.
Se você chega mostrando como sua vida mudou, Eu te dou o meu tédio e você tenta resolver. Se o seu juízo de mim está ficando controverso Te faço um resumo pra você me entender Só não me dê esse sorriso distante E nem me fale das suas conquistas Eu posso viver sem elas Eu posso esquecer por um instante Eu queria dar um pulo no passado, E tentar ganhar de volta o que você roubou de mim Porque de algum lugar saiu esse encanto E não deve ter sido todo mérito seu De verdade o que eu queria Era te ver bem sozinho Esperando só por mim Eu sei que tem maldade Mas maldade ainda maior É me ver tão triste assim.

Desventura

Só uma pausa, um momento no escuro, um minuto para eu respirar, e no carretel das amarguras enrolar todas as minhas frustrações, enrolar, enrolar, enrolar, dar um nó na ponta, que é para não correr o risco delas escaparem, e jogar bem longe com minha força medíocre e humana. Ah... agora me deixa encostar a cabeça no travesseiro, eu não quero mais pensar em nada disso, eu já estou me cansando de colocar minha cabeça à mercê das minhas aflições, problemas mundanos, quem dera o único de vocês fosse a preocupação de tê-los. E como se não me bastasse acho de me entreter com o passado de quem eu amo, que me perturba e me aflige, que me corrói. Oh, ácido dos dias, não caia em forma de chuva, nem de palavras mal ditas, se carregue e vá causar seus danos, mas suma da minha vida, que já me cansei de você.