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Mostrando postagens de junho, 2011

Lamento de uma lembrança

Você se lembra? Quando era pequena e também não conseguia dormir, eu te pegava e colocava no carro, e saía com você para rodar pela cidade, pode imaginar como sua mãe ficava louca não é? Hoje penso e acho que não devia fazer aquilo, você era pequena e precisava dormir ( Será que por isso que você não cresceu muito?) nós íamos pelas ruas iluminadas, víamos jovens bebendo em bares, e então entrávamos naquele café e eu pedia um expresso, o homem do balcão lhe parecia engraçado, ele sempre conseguia te arrancar um sorriso, o nome dele podia ser Toni, ou Beto, nunca me perguntei. Espero que hoje em dia, alguém ainda consiga lhe arrancar aquele sorriso admirado e sincero. A noite passando, sua mãe perambulando de preocupação e nós dois, só nós dois, num lugar onde podíamos ser o que realmente nós éramos, naquela época fazia pouco tempo que nos conhecíamos, mas parece que eu sabia quem você era, e quem você se tornaria, mas será que se tornou? Não sei se senta em bares que nem aqueles jovens,...

Tudo que não sou

Não nasci pra ser Amélia No mínimo, madame Amélia Não sou escravidão, sou alforria, Sou legalização, sou falsa alegria. Nem sou positividade, sou dureza, Sou realidade, sou rudeza Não sou sorrisos e nem meios Sou poucos, e são inteiros. Não sou fogo nem bombeiro Nem Mangueira e nem carnaval Sou carnal e derradeira, Bagunçada mas inteira. Sou um pouco e sou um tanto Um tanto quanto, e nada mais.