Há um ano atrás, nessa data, choveu tanto quanto se podia chover, a água veio como se pra lavar todo o chamado "inferno astral" para os crédulos, esse ano a chuva tem muito o que lavar. O que aconteceu foi que ontem, o calor insuportável dessa cidade quente deu espaço a um vento fortíssimo e refrescou tudo, eu estava na UNESP e fiquei perplexa com o ar frio que entrava na sala. Eu como uma irremediável simbolista, constatei que o que a chuva ano passado veio lavar, o vento esse ano foi espalhar. A fase nova que estou prestes a começar, de braços abertos e coração limpo, espalhar, porque agora é novamente hora de cortar raízes e seguir a estrada que me levará a algum lugar que eu chamarei de casa. Tudo aqui cumpriu seu papel, tudo está sendo devidamente aprendido, amanhã é a data mais importante da minha vida, literalmente, tirando o aniversário da minha mãe, é um novo ciclo que começa nesse ano do qual eu tive tanto medo de começar. Daqui a pouco é o meu dia.