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Mostrando postagens de julho, 2015

Resiliência

Foi assim de repente que tudo que passou se assemelha a uma névoa que passou sobre a vida que não me pertencia, depois da viagem, do encontro com os meus e com os outros, eu retomei o que tem importância na minha vida, voltei ao meu cerne e pude sorrir, e sorri bastante, gargalhei, vivi, e agora, finalmente a paz. É estranho de repente dois anos terem se esvaído como se aquela de antes não fosse quem eu realmente sou, a culpa que tenho, é a de me dividir a ponto de me esquecer, mas depois da tempestade, da dor que só eu sei, de toda a merda, eu renasço dentro de mim mesma e me conheço de novo pela segunda vez e a recompensa é muito boa. Briguei com o meu destino, mesmo sabendo e sentindo que era pra ser assim, minha vida sempre tão cheia de simbolismos, se uniram todos pra me dizerem e eu desviava o olhar pra não entender, mas eu consegui agora, e esses dois meses me pareceram anos, ainda bem que foram só dois meses. Consegui ser resiliente, aquela Ana não era essa, aquela Ana que p...

Fuga- lembranças

Hoje eu li, faz mais de um ano da primeira e única carta que você me escreveu, o tempo é relativo, parece que não faz tanto assim, eu parei de fazer coisas importantes pra vir escrever essa fuga, parece que faz mais de 10 anos desde a última vez que eu te conheci. Estou fugindo hoje, quero partir lenta e calmamente, odeio os sinais, odeio os indícios. Essa fuga é pra não esquecer de não esquecer, ensaquei memórias e essas eu deixo, não quero dizer, mas queria me prender no instante daquela carta. Um dia foi verdade, em um dia, espaço demais.
Às vezes num sábado chuvoso, pós ressaca da sexta-feira memorável, eu me lembro de lembrar de você, e esqueço que isso pode me ferir. Eu penso em te escrever pra te sentir, mais uma da infinidade de últimas vezes, dái eu me lembro de como isso vai me prejudicar, de como é uma relação de dar e nada receber, e resolvo escrever aqui, nessa página em branco que vai com certeza absorver mais do que eu sinto. E eu me lembro de passar, como os seus, mas diferente, como sempre fui, passar de verdade, definitivo como a sua escolha, é o meu jeito de estancar. É o meu jeito de enfrentar as mentiras, e ilusões, de afugentar a tristeza por não poder sentir mais o propósito universal  que nos ligava. Foram muitos sonhos e muitas ilusões, no final, não tem desproporção. No final era isso, nada de especial.