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Mostrando postagens de outubro, 2011
Mergulhos na realidade, sair da sua zona de conforto não é bom, não  poderia ser bom, quando acontecem explosões de novidades, goles de uma consciência adormecida, e o que se estimava, já não existe. Você reclama, você cresce, cada vez que você cai, levanta três centímetros mais alto, e você chora como criança, a criança que você não queria abandonar, mas que cada dia que passa, vai se afastando cada vez mais, fecha o portão, diz que vai fugir, que a sua vida é um saco, agora. E você não pode reclamar, é o preço que se paga, ainda existem coisas boas, que maldita existência a minha! Eu não sei lidar com isso, eu desconheço tanta coisa, e só percebo o que não sei, em cada lugar que eu vou, só aprendo o que eu não sabia, e reclamo, reclamo tanto que vou desaparecendo, eu devia ser árvore, e aqui estou eu reclamando de novo, e achando que não está direito, que nada está direito, que nem esse blog é bom, que ninguém o lê, e se lessem, não gastariam um único segundo absorvendo nada, al...

Do amor doce

Ela tem um jeito de chuva naqueles dias quentes de verão, tem a presença esperada e bem vinda, quando aparece deixa tudo bonito, faz a vida ser leve, e o ar não pesar tanto. Se não fosse ingenuidade, diria que ela é um deusa, guardiã do ventos e das árvores, ela é minha natureza e meu cataclisma. No meio disso eu sou uma plantinha do caulezinho fino, que dobra com o vento, e se lamenta da fraqueza, e ela é carvalho forte, que me acolhe e me abriga. Ela tem olhos de gota d'água, olhos calmos que fitam encantando tudo, que me levam a divagar, "onde vai crescer essa beleza?". Terá uma noite em que eu não conseguirei dormir, eu vou telefonar e dizer que estou indo buscá-la, ela vira comigo e eu terei que tocá-la para saber que é real, que um anjo em terra me caiu, que me ensinou da vida ser recuperável, da chuva ser fria e do amor ser doce, de brincar de maldade, no enlace de pernas, me perder, e me levar para aquele mundo que um dia acabei perdendo, o que era belo, fresc...