Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de julho, 2012

Saleiro de memória

Eu acordei do nosso sonho mais uma vez por esses dias atrás, eu vi tudo caminhando para aquele lugar onde ficam as lembranças, eu me sentei um pouco e tomei o sorvete que outrora dividiríamos, eu vi nas árvores o nome que nós nunca escrevemos, devíamos sim ter deixado alguma marca, onde foi que nós aceitamos a nossa maldição? Em uma tarde qualquer, como as quaisquer de nossas tardes, na verdade eu não senti nada de diferente, na verdade foi passando, como tudo, na verdade mesmo eu nem sofri e nem penei, não teve culpa, não teve nada, só teve um fim. Eu estava numa casa conhecida, um lugar onde eu me sinto bem, e foi um saleiro, eu vi um saleiro e lembrei do tempero que tinha nossas vidas o ano passado, foi uma das coisas mais loucas que eu já fiz, e olha só, não tem nada a ver com sexo, com atrevimentos ou drogas, tem a ver com um amor inventado que a gente aceitou sem sabe onde ele ia nos levar. Foi bom acordar, foi preciso acordar e foi no momento certo que isso aconteceu no mom...

Devaneio de amor 1

De todas as meninas que tiveram o destempero de te beijar, porque eu fui a única que me entreguei a ponto de destinar dezenas de palavras sem sentido para você? Se você não fosse o que você é, seria perfeito pra mim. Ah, os verbos são tão temperamentais...
O seu defeito era acreditar que existia o amor, e o dela era ter a certeza de que o amor era só nome de paçoca... Mérito de quem um dia disse essa brilhante frase.

Do simples sempre

Eu tenho lembranças, e elas muitas vezes me doem, elas não sabem onde chegar, batem no espaço oco e voltam, e me atormentam, como o mundo, elas me doem. Eu me perco entre problemas mundanos e erotizo o mundo à minha volta, porque eu aprendi com eles que isso é bom, e é só o que me resta, eu não sei se é isso, eu sei que é tarde, eu estou usando muitas vírgulas e o tempo não parou pra mim, nem pra gente, ele não parou naquele dia, foi só uma impressão minha, foi só um desejo, são só os desejos que me movem ultimamente. E eu preciso de um monte de trilhas pra conseguir sentir alguma coisa que se valha a pena escrever, e escrever pra quê? Pra eternizar a minha insignificância, e um dia achar, que sim, foi importante, e valeu a pena, valeu a pena seus olhos, e o seu corpo, nada mais profundo que seus olhos, nada mais íntimo que o seu corpo. Todos esses pequenos homens achando que são grandes demais para o corpo que têm, e todos eles me cansando com todas essas falas que saem da boca gr...