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Mostrando postagens de outubro, 2015
Não adianta perguntar porque você sempre vai embora, você já foi de novo e eu  só tenho que outra vez, costurar o que fica aberto dentro de mim, qual o prazer doentio nisso tudo? Por que parece ser tão proposital? O que eu te fiz de mal pra você me infligir esse sofrimento? Eu te perguntei já, eu te pedi pra não fazer de novo. Quando curar, quando fechar, não me abra de novo, dessa vez as malas estão na porta, e logo as minhas não vão estar mais aqui, logo o ar que eu vou respirar não será mais o mesmo.

Até

Aqui está todo o meu refúgio e tudo de mais sincero que existe dentro de mim, queria me enfiar nessas palavras e virar uma letrinha, um verbo temperamental, uma preposição, um pronome, qualquer coisa que não sentisse nada e cumprisse seu papel simples de formar frases e conseguir ser compreendido. Aqui está tudo que não vai fazer mais nada além de conseguir absorver todas as palavras que têm que sair de mim, e tentar afastar essa tristeza insistente, que por mais que eu corra, me alcança e me amarra em dias intermináveis, queria partir pro momento em que eu vou ser uma professora muito boa, uma doutora muito capacitada, uma pessoa viajada e sábia, pra casa com jardim e uma cozinha grande, quem sabe cheia de crianças, com um alguém que vai estar lá pra quando eu chegar do trabalho e vai me dar a certeza do sim e vai me curar e vai me deixar caminhar ao seu lado, sendo o melhor que eu posso ser. Queria partir logo pra esses minutos longe de tudo isso que vem me afogando, eu to com sau...