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Mostrando postagens de 2014

Dia 2

Hoje é dia dois, e tem menos de 24 horas pro meu aniversário, hoje inclusive é aniversário do meu irmão, fiquei pensando em tantas coisas que mudaram desde meus primeiros aniversários, hoje eu comemoro com pessoas completamente diferentes, e algumas delas me conhecem melhor do que aquelas do começo da minha vida. Eu passei a não ligar muito para comemorações de aniversários, e hoje eu não ligo muito se não tiver festa, mas eu gostaria que tivesse uma reunião para eu olhar novamente as pessoas que estão comigo mais um ano, as que não estão mais, e as que estão pela primeira vez, e assim eu passo a aceitar as ondulações da vida, e vejo que ela é frágil, e cheia de pecas  prestes a se encaixar e a se desencaixar com a mesma facilidade. Está chovendo, e se isso existir, eu espero que a chuva esteja lavando todo o meu inferno astral, e que o meu vigésimo terceiro 3 de Setembro traga aqueles pedaços que me faltam como pessoa, como ser, como parte mínima do mundo inteiro.

Pra quando?

Não teve “para sempre”, “mais que tudo”, “o resto da minha vida”. Quem sabe assim possa ter tido a verdade, a nossa verdade íntima e nosso compromisso além de com a outra, consigo mesma. Houve dias com todas as certezas sem precisar dizer nenhuma delas, e em meio ao caos, conseguimos nos encontrar de novo, e vamos driblando as consequências, e os desencontros tantos. Até quando? Não conseguimos e nem nos atrevemos a dizer, eu só penso que cada coisa que eu tenho em mim, seja a resposta de tudo o que eu procurei, eu não sei nada da vida, e ela costuma me mostrar que eu nunca vou saber, mas quando você anda comigo eu sempre sei pra onde ir. E se eu mascaro, eu disfarço, eu finjo, é de susto. Não existe forma certa, mas a nossa me agrada muito, e a gente não vai perseguir o para sempre, ele que nos siga.

Em cores

Se eu falasse em cores, Passaria do vermelho pro cinza. Do rosa pro roxo e do laranja pro azul Eu também poderia, Mas como falo em palavras, Escrevo minha dor, Em forma de poesia.

Do que não foi e a tentativa

Às vezes foi só a juventude que eu deixei gritar alto demais nos ouvidos, meus devaneios de amor maior, que eu jurei encontrar em você.  A semana apenas começou e já está levando os dias com ela, mais uma semana, que se dói em mim ou em você, já não parece importar, a gente toma sempre o caminho de volta pra casa, e a morada somos nós. Não é estranho pra você deixar que o tempo cure tudo? Não lutamos por mais nada, custo a acreditar na fugacidade de todos os sentimentos e palavras, mas a vida recai sobre mim como todas as verdades doentias daqueles que não sentem nada do amor. Ainda há músicas que não ouço e lugares que não vou, mas sinto que daqui algum tempo eu irei ouvir e ir, embora de vez. Parece que tudo seria mais legítimo se doesse pra sempre, e de repente na dor, durássemos também, e os planos que traçamos, mas nada... Escrevo pensando que não, mas achando que você irá ler, de repente quando uma tarde te lembrar de mim, mas não te escrevo mais, o nosso silêncio descabid...

Menina

Eu já não sei se foi o destino que nos colocou e nos tirou do caminho, eu não sei mais se fui eu que mostrei coisas em mim que você poderia gostar, se foi você que viu beleza onde era tédio aos olhos dos outros, e se o erro foi meu, ou seu, ele pode ser meu e eu vou suprimi-lo. Mesmo que no nosso não mais, no mundo existem todos esses casais que eu acho que não sabem o que foi a gente, como nós mesmas não sabemos, de onde saímos, enfim.... O que vai ficar desse silêncio e desse amargo que não desce da garganta quando a memória trai meu peito e me leva num devaneio sem fim, e desse devaneio eu não quero sair, poderia viver num instante de amor, como eu já te disse um dia, mesmo que fosse numa tarde, mesmo que fosse numa madrugada de amor pleno, ou manhã, eu poderia reviver todo dia o momento que eu descobri o que era sentir felicidade. Mas está indo a menina que um dia morou no meu corpo e na minha mente, está indo a menina que cuidou de mim sem me pedir nada em troca, e dessa vez nã...

Ônibus e nada de samba

Minha cabeça se perde em direções, alternativas e conselhos e agonias, eu sou um acorde triste no meio do furacão. Um furacão quando passa, destrói tudo, leva pra lugares onde mal se sabia que poderiam existir, um furacão leva tanto casas, cercas e árvores, como também sonhos, planos e sorrisos, um furacão nunca deveria passar, um furacão é raivoso em buscas de vida para tomar. Os furacões têm nome de mulher, o da minha vida tem exatamente o meu. Eu detesto biografias, eu não gosto de falar de mim, tão nua e abertamente, mas esse vento que está levando a minha vida, está me resumindo em fardos pesados demais para serem carregados, uma doença com o meu nome somado à sua rede. O meu medo e minha biografia se misturando, virando um só. A dor é minha companhia, nada pode me doer mais depois que eu já vi tudo de perto, agora ela me acompanha, o meu medo e meu inconformismo da perda. do fazer as malas e partir, da repartição, não só com o que ela representa, mas com um novo significado ag...

O fim dos dias

Você que me ensinou a viver um amor que eu achei que não existia mais, que me fez rir e ir pra longe de tudo que é terreno, que mais do que rir, me fez sorrir e fazer sentir que finalmente eu estava exatamente onde eu queria estar, você que me lembrou do amor que eu esperava ter, que apareceu na minha vida e mudou ela completamente, você que fez eu gostar de quem eu estava me tornando, que fez eu amar a minha vida pelos meses suficientes antes de ir embora. Você que me inspirou da forma mais pura e natural que nada havia antes me inspirado, que ganhou minhas letras, meu ar, minhas raízes e tudo que eu tinha pra dar a alguém, que tomou o meu corpo e que eu quis entregar. Você que não vai ler isso, que irá me esquecer como as mais fúteis das lembranças, que não irá mais tomar o meu tempo e a minha pele, os meus planos e os meus caminhos, que fará eu te esquecer e adoecer ao lembrar que fui feliz. Você que me deixou num dia quente, igual ao que você um dia quis entrar na minha vida, ...