Quanto valem nossas decepções, quanto delas é culpa nossa, da imaginação que provoca a esperança, a esperança o ato, do ato a falha. Uma coragem disfarçada de tolice, ou o contrário? Qual é o ponto onde devemos chegar, qual o limite da insistência, é o certo insistir, ou o que já era pra ser certo, assim o começa? Por que vivemos pressionados com o peso que o mundo joga nas nossas costas, com as medidas convencionadas e o eterno problema de não se encaixar, de viver nos calcanhares do inalcançável, quanta angústia um corpo pode aguentar até sucumbir? Isso é o quê? Um castigo dos céus, imagino a fala: " Quando teu corpo não estiver mais a aguentar e tua mente mergulhar numa lama de ideias que não lhe cabem à cabeça, dar-te-ei mais um pedaço ínfimo de força, para que não saibas quando teu desespero irá passar" Não é certo que isso realmente possa ter ocorrido? Porque cada vez ando mais convencida de que passamos a existência pagando pelo enorme pecado de termos nascido, mas ...