Mas quem vê, realmente não enxerga e não quer perceber, quando vemos definitivamente que estamos sozinhos? E quem sabe seja melhor, a maioria das pessoas que conheço, que estiveram por perto, elas nunca existiram, como eu pensei, como imaginei não, não existiram.
Não tem outro jeito, viver agora pescando horas, tentando pescar qualquer coisa num rio onde não há mais vida, mas estou atada a esses vícios, como uma criança medrosa, com muito medo, medrosa e sonhadora, tão paradoxal e conflituosa.
Ainda existe uma criança, mas ela só me deixou os medos das crianças, os choros, os inconformismos, a não aceitação em não ter ganho um brinquedo novo, nada de esperanças, esperteza, nada de carinho, quando vê alguém triste, a criança foi embora e me deus seus defeitos para exorcizar, e eu já tenho meus demônios.
Eu já me tornei outra, a cada dia me torno diferente, e cada dia tenho mais medo do que estou me tornando, e de onde está indo minha vida, não gosto de muitas coisas, eu deixei de gostar de muitas coisas, e eu me espalhei em lugares que não são meus, e infelizmente, me doi saber que eu não gosto mais de muita gente, de gente que era minha, e que me tinha.
Eu preciso começar minha vida, e me sinto atrasada.
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