Não era uma estrela cadente, havia uma noite, ou era uma quase noite, ela dava seus passos curtos em direção a sua casa, não era bem sua, mas era o mais próximo de seguro que ela poderia chegar. Olhou para cima, vinha riscando o céu, brilhava, não deixava rastro, poderia ser um avião, poderia ser um balão, preferiu pensar que era uma estrela, e das cadentes, que realizam sonhos de menina, que pintam com cores suas ilusões.
Imaginou, pediu, pediu para que fosse certo o que ela estava fazendo, pediu para não chorar mais, pediu para ser um pouco mais como ela gostaria, pediu para que as pessoas a vissem com o espelho dela própria. Continuou seu caminho: "Era das cadentes", sorriu.
Ah, que bom.
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