Sim, eu estou tentando resolver todas as coisas que caem na minha mão, mas elas se espalham sempre pela minha falta de jeito, e eu estou ficando um pouco cansada, cansada de toda a insegurança e dessas falas sem fim, sem meio.
Perdi minha raízes em alguma terra de longe, não vou voltar e também não sei mais como, o tempo, ou a minha pouca idade ou até mesmo o meu conformismo fizeram eu finalmente aceitar, que não, não era antes, e não vai ser agora, o que eu vai acontecer comigo vai depender apenas do que eu vou escolher daqui pra frente e para onde eu vou andar. Mesmo que às vezes minha vontade seja ir pra lugar nenhum, o meu lugar nenhum, que seja sozinha, que seja...
Que seja assim leve como eu imaginava que seria, que tenha Sol mas que ele não arda tanto, lembro que queria Sol, porque naquela época e naquela cidade só chovia, me parece agora que choveu aquele ano inteiro, não quero pensar nos anos.
A vida tem providências que a gente desconhece, e meu papel diante dela é o de ser uma criança baixinha que olha para cima com os braços abertos e diz: “Mais essa agora!” Vou embora? Tenho tendência ao abandono, já disse uma, duas...Vai saber, porque eu nunca vou.
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