O que de você em mim ficará guardado, o que desses tempos que vivo restará em mim? De tudo que ando passando esses dias, de uma forma estranha, experimento também a paz, e o alívio de não ter alguém que dependa do que eu farei da minha vida a partir de hoje, porque acho que agora não posso fazer grandes promessas nem a mim mesma. Sou um amontoado de erros, algumas derrotas, poucos êxitos, feita da minha fé em mim mesma e de alguns bobos maravilhosos que depositam alguma fé em mim. Já de antemão gostaria de me desculpar por não chegar aonde vocês achavam que eu chegaria, e de me derrubar e me perder pelos cantos absorta em afazeres que não são meus, presa nas grades da minha falta de criatividade. Eu não decepciono ninguém mais do que a mim mesma, e culpo o meu mundo que me consome feito matéria viva, se esquecendo da morte que me espiona, se esquecendo do meu declínio ao vasto céu que não sabemos onde fica.
Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
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