Eu vim pra essa cidade, acreditando que o amor era doce, mas já naquela época, eu tentei disfarçar o gosto azedo com um pouco mais de açúcar ou com cores mais coloridas, mas eu sabia já, é mãe... você tinha razão.
Bom, depois de tudo que aconteceu com um e com outros, eu estava decidida acerca do amor, ele não era pra mim e era doce sim, uma paçoca esfarelenta, que quebra fácil e depois não dá nem pra ver pra onde foram as migalhas, e de migalhas eu nunca gostei, não gosto de ter que chupar o dedo pra pegar os restinhos, gosto de encher a mão.
Foi num começo de ano promissor que eu varri da minha cabeça a imagem da paçoca ideal e me pus a olhar pra lua e imaginar que lá havia São Jorge, ou um rato cantor, ou alguma coisa que eu achasse bonita, e dessa vez o doce parecia melhor do que o primeiro, ou melhor, pareceu por um tempo, depois começou a mostrar os amendoins e farelos, mas eu corajosa, varri todos eles pra debaixo do tapete. Às vezes não sei se é coragem, insistência, muitas vezes parece só burrice.
Bom, eu nunca achei que era muito burra, então eu devo acreditar que sou crédula, no meio de tanta coisa pra acreditar, Deus, criacionismo, ciência, fantasma e Papai Noel, eu quis acreditar no amor, mas eu volto agora a crê-lo como um enorme doce suculento, frágil e enjoativo de amendoim.
De novo eu tive que arrumar minhas trouxas e levantar acampamento de corações alheios, doeu uma vez, mas já doeu tantas outras, que a única coisa que eu espero agora, é passar. Pode ser que eu vá embora dessa cidade no quesito paçoca, da mesma forma que entrei, mas eu tive tantas coisas boas e duráveis, que eu levo em consideração o que um bom amigo um dia me disse: " De tantas coisas mais importantes, você deixa isso ser o centro da sua vida" Por que será que eu faço isso eu ainda não sei, mas ele me disse também que eu mereço muito mais do que ser o alguém de outra pessoa, e isso é uma coisa que eu gosto de lembrar, esse amigo um dia quase foi o centro da minha vida, e eu quase fui seu alguém, mas isso não passou do quase, melhor assim...
Essa paçoca tem me deixado um bocado doente e triste, essa paçoca que insiste em se espalhar pelos cantos que eu estou, menos quando eu tomo ela com cerveja e amigos especiais, daí é um outro doce que eu não sei o nome, mas é sólido e delicioso.
Um dia eu vou encontrar alguém que queira me dar essa paçoca e da qual eu vou querer um pedaço, mas vai ser recíproco, porque eu não canso de acreditar.
_Ainda isso?
_ Ainda...
Pior pra quem vai perder em conhecer milhões de bandas ótimas que ninguém conhece, deixar de ouvir devaneios sãos e bêbados acerca do mundo e da surpresa inexplicável que ele é, conhecimentos biológicos que mais ninguém se interessa, enfim, todo o pequeno infinito que eu sou e que posso dividir de bom grado com quem se mostrar merecedor (e muitas vezes pra quem não merece nenhum pouco)
Pra próxima pessoa que for esfarelar a paçoca entre os dedos bem na minha cara, pensa bem antes de ser um tremendo ou tremenda cretina, porque eu não vou poder fazer merda nenhuma pra impedir, mas vou me incumbir de ser aquela pessoa que você vai se arrepender pra sempre de ter deixado.
E eu estou com o orgulho ferido e com a auto estima abalada, mas eu tenho um docinho esfarelento e enjoativo no bolso, escondido pra quando aparecer alguma criança feliz e inocente, que mostre pra mim que, ah...é muito mais que isso.
Bom, depois de tudo que aconteceu com um e com outros, eu estava decidida acerca do amor, ele não era pra mim e era doce sim, uma paçoca esfarelenta, que quebra fácil e depois não dá nem pra ver pra onde foram as migalhas, e de migalhas eu nunca gostei, não gosto de ter que chupar o dedo pra pegar os restinhos, gosto de encher a mão.
Foi num começo de ano promissor que eu varri da minha cabeça a imagem da paçoca ideal e me pus a olhar pra lua e imaginar que lá havia São Jorge, ou um rato cantor, ou alguma coisa que eu achasse bonita, e dessa vez o doce parecia melhor do que o primeiro, ou melhor, pareceu por um tempo, depois começou a mostrar os amendoins e farelos, mas eu corajosa, varri todos eles pra debaixo do tapete. Às vezes não sei se é coragem, insistência, muitas vezes parece só burrice.
Bom, eu nunca achei que era muito burra, então eu devo acreditar que sou crédula, no meio de tanta coisa pra acreditar, Deus, criacionismo, ciência, fantasma e Papai Noel, eu quis acreditar no amor, mas eu volto agora a crê-lo como um enorme doce suculento, frágil e enjoativo de amendoim.
De novo eu tive que arrumar minhas trouxas e levantar acampamento de corações alheios, doeu uma vez, mas já doeu tantas outras, que a única coisa que eu espero agora, é passar. Pode ser que eu vá embora dessa cidade no quesito paçoca, da mesma forma que entrei, mas eu tive tantas coisas boas e duráveis, que eu levo em consideração o que um bom amigo um dia me disse: " De tantas coisas mais importantes, você deixa isso ser o centro da sua vida" Por que será que eu faço isso eu ainda não sei, mas ele me disse também que eu mereço muito mais do que ser o alguém de outra pessoa, e isso é uma coisa que eu gosto de lembrar, esse amigo um dia quase foi o centro da minha vida, e eu quase fui seu alguém, mas isso não passou do quase, melhor assim...
Essa paçoca tem me deixado um bocado doente e triste, essa paçoca que insiste em se espalhar pelos cantos que eu estou, menos quando eu tomo ela com cerveja e amigos especiais, daí é um outro doce que eu não sei o nome, mas é sólido e delicioso.
Um dia eu vou encontrar alguém que queira me dar essa paçoca e da qual eu vou querer um pedaço, mas vai ser recíproco, porque eu não canso de acreditar.
_Ainda isso?
_ Ainda...
Pior pra quem vai perder em conhecer milhões de bandas ótimas que ninguém conhece, deixar de ouvir devaneios sãos e bêbados acerca do mundo e da surpresa inexplicável que ele é, conhecimentos biológicos que mais ninguém se interessa, enfim, todo o pequeno infinito que eu sou e que posso dividir de bom grado com quem se mostrar merecedor (e muitas vezes pra quem não merece nenhum pouco)
Pra próxima pessoa que for esfarelar a paçoca entre os dedos bem na minha cara, pensa bem antes de ser um tremendo ou tremenda cretina, porque eu não vou poder fazer merda nenhuma pra impedir, mas vou me incumbir de ser aquela pessoa que você vai se arrepender pra sempre de ter deixado.
E eu estou com o orgulho ferido e com a auto estima abalada, mas eu tenho um docinho esfarelento e enjoativo no bolso, escondido pra quando aparecer alguma criança feliz e inocente, que mostre pra mim que, ah...é muito mais que isso.
Comentários