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Almas perdidas

Está frio e tem uma chuva fina caindo lá fora, eu só fico pensando que eu poderia estar feliz agora, se não fosse por essa angústia e por todos os problemas que me atacam, eu poderia me esconder, mas eles me achariam.
Minhas perspectiva do futuro me sustenta, eu sigo por eles, porque já os amo, isso é maior do que eu, e do que todos que condenam.
Talvez todos durmam, de cima dessa torre eu não posso fazer nada, e o rei que me prendeu já perdeu todo o juízo, quem sabe alguém chore a minha falta. Meu mundo frio e despedaçado adoece e já quase não existe.
Chegou a chuva, era tudo que eu esperava, mas agora ela não passa de lágrimas na janela embaçando meu rosto, me fazendo apagar, e o vento sopra a única chama ainda acordada.
O amor machuca é isso que me fazem pensar, é uma caminhada para o precipício, o último minuto de vida.
A chuva lava o sossego e agita as folhas, e folheia minha vida. Eu vou parar agora, quando amanhecer eu acordo com paz ou choro até o Sol aparecer e secar as poças que a chuva causou.

Comentários

J.F. Marques disse…
Gostei do seu blog, você escreve muito bem. Agora só falta atualizar mais ele e divulgar. :)

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