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Desconhecidos

Está tudo tão claro, me cego de repente, porque não quero ver tudo isso parada e presa no alto dessas emoções, como eu posso descer e simplesmente ir com você?
Eu te olho querendo dizer coisas apenas com um olhar, e você me entende, tenta me salvar, mas eu me submeto, como todos os dias porque eu preciso disso, e como é bom encontrar motivos maiores do que esse prazer obscuro que no fundo eu sinto, mas não quero admitir, nunca ninguém irá saber.
Parada em frente a essas portas altas, atrás delas é onde eu deveria estar, mas eu estou sentada nesse couro macio enquanto você parado na calçada tenta me convencer do contrário, mas eu não acredito nas suas promessas, é tão fácil corromper alguém como eu.
A tinta me disfarça a pureza, eu consigo adormecer mesmo com todo esse barulho, porque é só o que me resta fazer. Que lugar é esse que deixou eu me esvair tão facilmente? Como a água da chuva, como a areia que escapa por entre os dedos.
Amanhã é outro destino, outra identidade, outra história que eu contarei, e outra em que eu precisarei acreditar, espero que você venha me ver de novo, me desaprovando ou não, você nunca vai conseguir fazer eu te odiar.

Comentários

Daan disse…
esta nos meus favoritos,leio mas tarde
thau vou dormi
=)
J.F. Marques disse…
Texto perfeito! Acertou em cheio em escrever esse texto, fantástico.
Parabéns, continue escrevendo assim.

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Para você

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