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As culpas

Em que hora você aparece pra afugentar meus medos? Naquelas noites temíveis, quem me seguraria, quem me faria voar, pra longe daqui?
Cadê os confiáveis? Eu não posso continuar assim, não tenho para onde continuar.
Só me resta me jogar no mundo aos poucos, algumas noites me pertencem e dessas estrelas que me sobram as luzes, eu as roubo, e elas têm pena de mim.
Que Sol é esse que eu nunca vi? Que carinho é esse que você me faz sentir, se você nunca está por perto?
Não da pra seguir com isso, eu odeio essa solidão ao seu lado, eu queria arrancar isso que está entre nós, mas me dói só de imaginar o mal que eu estou causando a você, tem coisas que fogem do nosso controle, tem coisas que eu nunca tive controle algum.
E os dias passam gritando o que deve ser feito, explorando todas as possibilidades, coisas que nunca me aconteceram antes, será isso que me mantém tão próxima, queria odiar as novidades, mas cada vez que eu estrago tudo, parece que eu posso fazer cada vez mais e mais, e me largo depois, num tempo frio, achando que o calor não me merece, achando culpados para os meus erros, e eu nunca consigo sair pra encontrar o que eu perdi de mim mesma.

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Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
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É...

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