Pular para o conteúdo principal

Fim





Quando eu ficava sozinha eu lembrava dos planos, e esperava o dia que você chegaria e nos levaria daqui. E quando você finalmente veio, só quem foi pra longe, foi você, e desde aquele dia eu ainda vou para aquele banco e te espero, eu vejo os trens passando e você nunca está em nenhum, um dia cheguei realmente a te ver, mas agora não acredito mais que era você. Eu não acredito em mais nada, tudo que você me dizia, me fazia sorrir, e tudo podia estar se acabando, eu tinha você.

O que tirou você de mim? A distância, ou as circunstâncias? Eu estava dando o melhor de mim, mas você pode não ter pensado dessa forma, mas eu sinto tanto por não ter demonstrado melhor, eu sinto pelas noites que eu não estava com você. Mas será que foi isso mesmo? A escolha foi sua, você escolheu me dizer a verdade, e anular todos os meus sonhos.

Eu vejo você feliz, e eu sinto tanto frio aqui, eu não quero guardar um sentimento ruim pra você, mas o amor adoeceu, e agora eu não vejo nada mais da mesma forma, onde foi parar a minha vida? Eu não devia ter te dado nem uma parte dela. Eu preciso de uma noite, se eu pudesse esqueceria tudo o que nós passamos, desde o beijo debaixo daquela árvore, até a primeira vez em que você pôs seus olhos nos meus.

Nunca imaginei que você me faria sofrer, não desse jeito sujo e covarde, saia com a sua impureza dos meus pensamentos, você já saiu da minha vida então deixe eu reconstruir tudo que você despedaçou.
Eu cuido de mim a partir de agora, e você nunca mais terá notícias minhas, boas ou más. Eu só quero voltar a ser quem eu era, quando você me confundiu com sua voz macia e seu olhar carinhoso. Nós amávamos tudo o que você era.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

Eu fico aqui então cantando pra Lua e pra  todos os outros astros, os agudos que queria dar pra você. Fico além de com todo esse orgulho ferido que ganhei, com a humilhação delimitada pela sua superficial amizade. Eu não fiz uma sequer rima que você achasse digna de encaixar na sua história, e eu fiz várias, e boas. Você não sabe muito sobre mim, eu tentei juntar o máximo de pistas que eu tinha  e não descobri nada de seu, o ar de mistério que paira sobre você, agora me deixa ver muito mais do que eu gostaria. Mas então eu vou te dizer por aqui mesmo o que estou ensaiando pra te dizer há um bom tempo, e eu vou tentar ser o mais transparente e sincera possível, e todo esse esforço (porque espero que consiga imaginar o quanto isso é difícil) é por mim, não é porque acho que você possa ponderar sobre o seu distanciamento sempre tão bem estruturado. Eu procurei ir além das meias palavras que a gente sempre trocou, não dava porque dentro de mim todas as palavras que eu poderia t...