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Acaba assim

Eu vou me acostumar
eu vou saber, sim
que nem todas as músicas com meu nome
são minhas, nem pra mim

Nem sempre o destino assume
e o passado nos consome
joga na água de algum mar
esvazia seu sentimento

Se a gente já não tem tempo
o amor se apressou, e passou
quem ficou de cuidar?
quem deixou a porta aberta?

Levanta pra acertar a conta
e vamos fazer de conta
sair daqui de mãos dadas
e como sempre, não falar nada


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Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

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