Não nasci pra ser Amélia
No mínimo, madame Amélia
Não sou escravidão, sou alforria,
Sou legalização, sou falsa alegria.
Nem sou positividade, sou dureza,
Sou realidade, sou rudeza
Não sou sorrisos e nem meios
Sou poucos, e são inteiros.
Não sou fogo nem bombeiro
Nem Mangueira e nem carnaval
Sou carnal e derradeira,
Bagunçada mas inteira.
Sou um pouco e sou um tanto
Um tanto quanto, e nada mais.
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