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De tantos e sobre tão poucos

Nesses dias que em que a conexão está perdida, eu posso olhar mais atenta a realidade, quais dessas tantas conexões se perdeu mais? Acho que dar um tom grave a tudo é no fim uma grande bobagem, é ter de carregar mais do o necessário para um fim de semana, e um fim de semana pode ser tanto um fim quanto um começo, e isso pode ser importante ou se tornar tão fugaz.

O que eu diria se tivesse alguém no meu lugar, era exatamente o que eu gostaria de fazer no lugar da vítima do conselho, e não necessariamente o que eu faria, e eu tive muito tempo para pensar sobre isso, e todo esse tempo não me adiantou de nada, o relógio só traz idade nada de coragem, não quero ver mais as horas e nem esses dias mornos. Deus! Cadê essa pessoa que vivia dentro de mim? Até a pouco ela estava do meu lado, depois de tudo, nem vestígios.’ Deus’ apenas pela força de expressão, não que ele possa me responder, nem que ele exista, por favor, não complique o que eu já mal entendo.

Tem tanta gente que sou agora que eu quase não me lembro quem eu era a algumas horas atrás, mas devia ser uma mistura de apreensão, possibilidades e desejos. Dessas que eu fui, e a enorme diferença entre a que eu queria ser, ou ter sido, em alguns momentos. De nada adianta agora, e alguma dessas que eu guardo em mim acaba de me assoprar um: “Agora”. Me pisca com malícia e nem pensa no que pode acontecer depois, e pra quê pensar? Penso menos, vivo mais, pensar e agir são versos inversamente proporcionais, com o perdão do trocadilho

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