Pular para o conteúdo principal

Bem

Lindo, são meus olhos que te vêem
Sempre, é o tempo que te traz
Muito, é ainda tudo que eu tenho pra te dar
Tanto, é o tamanho do meu sentir
Vem, é o meu verbo que te dou

Aquela casa, e aquelas coisas,
Tanta gente, pouca intimidade
Me diz o que você tem demais
Pra eu te deixar ir embora de mim
E procurar isso em outro alguém

Mas se tudo ao contrário,
Vem e me aperta contra o seu peito
De novo e sempre e mais,
Como se prometesse o depois
Não me deixa só no instante

Me cumprimenta primeiro
Eu ainda decido por te tocar
A sede é tamanha
A vontade, sem controle

Me traz teus nomes e apelidos
Eu me viro com as explicações
Traz sua morada, a casa só depois
Só venha, tenha-me chame

Mesmo que chova, como choveu
Mesmo que atrase, como o tempo correu
Mesmo que faça muito calor, como nessa terra quente
Mesmo, é mais que isso

Querendo você hoje, como quis ontem
Como quis que quarta voltasse
Volta aqui mais tantas vezes
Vê se fica, vê se me olha
Olha pra trás e fica comigo
Mais um pouco...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

Eu fico aqui então cantando pra Lua e pra  todos os outros astros, os agudos que queria dar pra você. Fico além de com todo esse orgulho ferido que ganhei, com a humilhação delimitada pela sua superficial amizade. Eu não fiz uma sequer rima que você achasse digna de encaixar na sua história, e eu fiz várias, e boas. Você não sabe muito sobre mim, eu tentei juntar o máximo de pistas que eu tinha  e não descobri nada de seu, o ar de mistério que paira sobre você, agora me deixa ver muito mais do que eu gostaria. Mas então eu vou te dizer por aqui mesmo o que estou ensaiando pra te dizer há um bom tempo, e eu vou tentar ser o mais transparente e sincera possível, e todo esse esforço (porque espero que consiga imaginar o quanto isso é difícil) é por mim, não é porque acho que você possa ponderar sobre o seu distanciamento sempre tão bem estruturado. Eu procurei ir além das meias palavras que a gente sempre trocou, não dava porque dentro de mim todas as palavras que eu poderia t...