Pular para o conteúdo principal

Epitáfio

Eu nunca fui de fazer homenagens, eu nem acho a melhor forma de dar um adeus, escrevendo numa rede social, mas pra mim você merecia alguma coisa, uma placa, um epitáfio, uma coisa maior do que algumas palavras num mural fugaz onde ninguém vai ler por ser grande demais. Você era bem pequeno, mas a sua importância era totalmente desproporcional ao seu tamanho, é assim com as coisas que são importantes, minha fragilidade combinada com a sua vinha muito a calhar, fomos uma boa dupla. Tão manso e delicado, me faz pensar que tudo na vida pode nos deixar uma lição, é só querer aprender.
Você era o rato sem nome mais bacana que eu já conheci, você divertiu todo mundo que te conheceu, espero que eu possa ter deixado a sua curta vida um pouco mais brilhante, de uma coisa eu sei, você era o rato sem nome mais importante da minha vida, e não pelo fato de eu não ter mesmo outro rato sem nome, mas porque você era único, e não tem outro como você.
Te deixei hoje debaixo de uma árvore familiar, fez um dia frio e o tempo mudou, quem sabe pra combinar com o que eu estou sentindo, você não era pequeno pra mim, você é grande, vai em paz meu amigo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

Eu fico aqui então cantando pra Lua e pra  todos os outros astros, os agudos que queria dar pra você. Fico além de com todo esse orgulho ferido que ganhei, com a humilhação delimitada pela sua superficial amizade. Eu não fiz uma sequer rima que você achasse digna de encaixar na sua história, e eu fiz várias, e boas. Você não sabe muito sobre mim, eu tentei juntar o máximo de pistas que eu tinha  e não descobri nada de seu, o ar de mistério que paira sobre você, agora me deixa ver muito mais do que eu gostaria. Mas então eu vou te dizer por aqui mesmo o que estou ensaiando pra te dizer há um bom tempo, e eu vou tentar ser o mais transparente e sincera possível, e todo esse esforço (porque espero que consiga imaginar o quanto isso é difícil) é por mim, não é porque acho que você possa ponderar sobre o seu distanciamento sempre tão bem estruturado. Eu procurei ir além das meias palavras que a gente sempre trocou, não dava porque dentro de mim todas as palavras que eu poderia t...