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Do que não foi e a tentativa

Às vezes foi só a juventude que eu deixei gritar alto demais nos ouvidos, meus devaneios de amor maior, que eu jurei encontrar em você.  A semana apenas começou e já está levando os dias com ela, mais uma semana, que se dói em mim ou em você, já não parece importar, a gente toma sempre o caminho de volta pra casa, e a morada somos nós.
Não é estranho pra você deixar que o tempo cure tudo? Não lutamos por mais nada, custo a acreditar na fugacidade de todos os sentimentos e palavras, mas a vida recai sobre mim como todas as verdades doentias daqueles que não sentem nada do amor.
Ainda há músicas que não ouço e lugares que não vou, mas sinto que daqui algum tempo eu irei ouvir e ir, embora de vez. Parece que tudo seria mais legítimo se doesse pra sempre, e de repente na dor, durássemos também, e os planos que traçamos, mas nada...
Escrevo pensando que não, mas achando que você irá ler, de repente quando uma tarde te lembrar de mim, mas não te escrevo mais, o nosso silêncio descabido já gritou demais no meu coração, e não quero receber palavras etílicas mesmo que possam  ser as mentiras sinceras que te interessam, como você me disse um dia. Espero que novamente, se você me escrever, que seja de peito aberto, certo, sem precipitações , eu estou segurando na borda agora, eu não posso cair mais

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Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

Eu fico aqui então cantando pra Lua e pra  todos os outros astros, os agudos que queria dar pra você. Fico além de com todo esse orgulho ferido que ganhei, com a humilhação delimitada pela sua superficial amizade. Eu não fiz uma sequer rima que você achasse digna de encaixar na sua história, e eu fiz várias, e boas. Você não sabe muito sobre mim, eu tentei juntar o máximo de pistas que eu tinha  e não descobri nada de seu, o ar de mistério que paira sobre você, agora me deixa ver muito mais do que eu gostaria. Mas então eu vou te dizer por aqui mesmo o que estou ensaiando pra te dizer há um bom tempo, e eu vou tentar ser o mais transparente e sincera possível, e todo esse esforço (porque espero que consiga imaginar o quanto isso é difícil) é por mim, não é porque acho que você possa ponderar sobre o seu distanciamento sempre tão bem estruturado. Eu procurei ir além das meias palavras que a gente sempre trocou, não dava porque dentro de mim todas as palavras que eu poderia t...