Foi assim de repente que tudo que passou se assemelha a uma névoa que passou sobre a vida que não me pertencia, depois da viagem, do encontro com os meus e com os outros, eu retomei o que tem importância na minha vida, voltei ao meu cerne e pude sorrir, e sorri bastante, gargalhei, vivi, e agora, finalmente a paz.
É estranho de repente dois anos terem se esvaído como se aquela de antes não fosse quem eu realmente sou, a culpa que tenho, é a de me dividir a ponto de me esquecer, mas depois da tempestade, da dor que só eu sei, de toda a merda, eu renasço dentro de mim mesma e me conheço de novo pela segunda vez e a recompensa é muito boa.
Briguei com o meu destino, mesmo sabendo e sentindo que era pra ser assim, minha vida sempre tão cheia de simbolismos, se uniram todos pra me dizerem e eu desviava o olhar pra não entender, mas eu consegui agora, e esses dois meses me pareceram anos, ainda bem que foram só dois meses.
Consegui ser resiliente, aquela Ana não era essa, aquela Ana que precisa, é uma que eu não posso chamar nunca mais, aquela Ana, atrai pessoas que podem fazer muitas coisas erradas com ela, e eu só tenho que me proteger agora, das coisas que me fez, essa talvez tenha sido a melhor delas.
É uma pena a forma que aconteceu, mas não é por sua culpa, a culpa foi toda minha, eu permiti, e as pessoas não tem limites, eu confiei, e as pessoas não tem limites, como essa cidade. De tantas coisas que foram ditas, eu resgatei aquelas que você me chamou de frágil e mole, peguei-as, guardei, quando estava mais firme, peguei da gaveta e olhei pra elas novamente, não me serviram mais, e me mostraram que infelizmente, quando estamos com alguém, possivelmente só conseguimos acessar 10 ou com sorte uns 20% do que elas são, e o que você acessou, não era tudo que eu tenho dentro de mim.
Agora que eu estou me pertencendo, eu consigo me ver com alguém com quem eu não tenha que me misturar tanto pra sentir que é amor, eu consigo, principalmente, não esperar tanto desse conceito que é o amor, Deus ou o Universo ou uma conformidade de moléculas, me ensinam coisas de um jeito que de imediato eu não consigo entender, mas daí eu olho horizontalmente e me parece claro.
Meus amigos estão mais felizes em me ver assim, eu estou mais feliz, estou abraçando mais, falando mais, conhecendo mais, no submundo da noite, com tantas pessoas interessantes e desinteressantes, e também no do dia, com suas seriedades e obrigações, A vida é bem ingrata, com sorte a gente topa com uma paixão verdadeira, e enquanto ela não vem, eu vou me esforçando pra ser a melhor pra quando ela chegar, sem pressa dessa vez, com passos firmes e cuidado, mas sem cuidado nenhum quando eu sentir de verdade, que é sim definitivamente.
Ironicamente, eu te agradeço mais uma vez, até por isso, de longe, com um aceno, breve, e vou.
É estranho de repente dois anos terem se esvaído como se aquela de antes não fosse quem eu realmente sou, a culpa que tenho, é a de me dividir a ponto de me esquecer, mas depois da tempestade, da dor que só eu sei, de toda a merda, eu renasço dentro de mim mesma e me conheço de novo pela segunda vez e a recompensa é muito boa.
Briguei com o meu destino, mesmo sabendo e sentindo que era pra ser assim, minha vida sempre tão cheia de simbolismos, se uniram todos pra me dizerem e eu desviava o olhar pra não entender, mas eu consegui agora, e esses dois meses me pareceram anos, ainda bem que foram só dois meses.
Consegui ser resiliente, aquela Ana não era essa, aquela Ana que precisa, é uma que eu não posso chamar nunca mais, aquela Ana, atrai pessoas que podem fazer muitas coisas erradas com ela, e eu só tenho que me proteger agora, das coisas que me fez, essa talvez tenha sido a melhor delas.
É uma pena a forma que aconteceu, mas não é por sua culpa, a culpa foi toda minha, eu permiti, e as pessoas não tem limites, eu confiei, e as pessoas não tem limites, como essa cidade. De tantas coisas que foram ditas, eu resgatei aquelas que você me chamou de frágil e mole, peguei-as, guardei, quando estava mais firme, peguei da gaveta e olhei pra elas novamente, não me serviram mais, e me mostraram que infelizmente, quando estamos com alguém, possivelmente só conseguimos acessar 10 ou com sorte uns 20% do que elas são, e o que você acessou, não era tudo que eu tenho dentro de mim.
Agora que eu estou me pertencendo, eu consigo me ver com alguém com quem eu não tenha que me misturar tanto pra sentir que é amor, eu consigo, principalmente, não esperar tanto desse conceito que é o amor, Deus ou o Universo ou uma conformidade de moléculas, me ensinam coisas de um jeito que de imediato eu não consigo entender, mas daí eu olho horizontalmente e me parece claro.
Meus amigos estão mais felizes em me ver assim, eu estou mais feliz, estou abraçando mais, falando mais, conhecendo mais, no submundo da noite, com tantas pessoas interessantes e desinteressantes, e também no do dia, com suas seriedades e obrigações, A vida é bem ingrata, com sorte a gente topa com uma paixão verdadeira, e enquanto ela não vem, eu vou me esforçando pra ser a melhor pra quando ela chegar, sem pressa dessa vez, com passos firmes e cuidado, mas sem cuidado nenhum quando eu sentir de verdade, que é sim definitivamente.
Ironicamente, eu te agradeço mais uma vez, até por isso, de longe, com um aceno, breve, e vou.
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