Faz três anos que nos conhecemos, é pouco tempo se eu analisar minha amizades mais sólidas, nosso contato foi direto nesses três anos, mas não se solidificou, se dispersaram três anos em seis meses, e nos espalhamos por aí em lençóis e luzes.
Você não precisava ter feito dessa forma, apenas isso, de um jeito onde eu, cercada de pessoas, apena uma me fez sentir em completa solidão, jamais imaginei que nos tornaríamos total desconhecidas uma para a outra, e que eu me tornaria pra você o que todas as outras foram.
Sei nada e tudo dessa história, e sei também que não existe mais amor, e se existe, nem eu nem você nunca mais tocaremos no assunto, provavelmente pra você acabou antes, eu sei, o fim de todos os casais.
Embalando os móveis eu vi cada pedaço da nossa história indo embora de vez, naqueles plásticos estava sufocado também a atenção que eu quis te dar e o erro por ter te implorado por amor, me assemelhei ao móveis por seu desuso total quando não são mais úteis, ou novos ou quando nos enjoamos de olhar pra eles e queremos não mudá-lo de lugar, mas mudar de casa.
Tudo que aprendi naquela casinha e o quanto eu mudei e desejo mudar, por mais que vivi felizes momentos, quero apenas deixar para trás o que tem que ser deixado. Penso que o melhor é fingir que nos esquecemos, já que não podemos mais nos fazermos feliz, percebo que a raiva que sinto me embala, pois é a forma que minha mente arrumou de não te esquecer, de qualquer forma, quando eu finalmente te perdoar, você não vai existir mais dentro de mim, é paradoxal mas eu não sei se quero te perdoar, mas vou percebendo que aos poucos, você vai sumindo daqui, dos cantos, dos pensamentos e das ruas, como uma ideia que não foi boa, como uma risada na hora errada, um barulho na madrugada, um amor que não terminou nada bem.
Como eu disse na última conversa, aquelas seriam as últimas palavras, acredito que antes de ir embora ainda te escreverei mais algumas, ou apenas vou embora mesmo, acho que será melhor, é impossível viver no passado depois da forma que tudo se sucedeu.
É uma pena, foi tudo uma pena, o orgulho e as palavras ditas e nunca esquecidas, uma pena você ter escolhido ser como todos os outros, uma pena eu ter me decepcionado justamente com você, uma pena eu ter perdido os amigos que nunca tive (que um dia achei que tive), uma pena minha vida não te interessar mais, e não podermos ter amadurecido juntas, uma pena você se entediar facilmente e uma pena você ter escolhido fazer tudo isso machucando um sentimento puro e desesperado.
Uma pena constatar, ao passo que eu conheço outras pessoas, que nós vamos passar e nos dissolver uma pra outra, como tanto dessas pessoas, até alguém com uma fagulha de coragem resolver ficar.
Éramos mais do que isso, muito mais que dramas, dissimulações e descompromissos, hoje não passamos de lembranças ou nem isso, não sei se a minha foto e minha carta ainda estão na sua carteira, mas é questão de tempo pra você tirá-la de lá, você tira ela de lá, eu tiro você daqui, vou esperar outros verões, planejar as viagens que um dia sonhei ao seu lado e fazê-las sem você, como eu já venho fazendo tudo.
Só me arrependo de ter ficado tão mal a ponto de que isso possa interferir para sempre na minha vida, me responsabilizo porque você nunca irá fazer isso no meu lugar, mas eu me acostumo, vai ser apenas mais um período difícil que quando eu me lembrar me dará calafrios, como os que eu passei na grande cidade de onde eu vim, e como os do começo quando vim pra essa cidade média.
Não queria que essa história me fizesse ter a sensação de arrependimento por ter sido feliz, eu prometo pra mim mesma nesse final de ano, que nunca mais irão machucar meu cerne sentimental por ignorância a respeito da vastidão que eu guardo no meu peito, que pessoas que têm o sentimental de um botão, nunca mais irão me maltratar dessa forma.
Eu prometo não ficar mais tão infeliz por sua causa, e te esquecer da mesma forma que você se esqueceu de mim, e reservar a você e a todos, as mesmas coisas que reservarem pra mim, reciprocidade, para o bem e para o mal.
Você não precisava ter feito dessa forma, apenas isso, de um jeito onde eu, cercada de pessoas, apena uma me fez sentir em completa solidão, jamais imaginei que nos tornaríamos total desconhecidas uma para a outra, e que eu me tornaria pra você o que todas as outras foram.
Sei nada e tudo dessa história, e sei também que não existe mais amor, e se existe, nem eu nem você nunca mais tocaremos no assunto, provavelmente pra você acabou antes, eu sei, o fim de todos os casais.
Embalando os móveis eu vi cada pedaço da nossa história indo embora de vez, naqueles plásticos estava sufocado também a atenção que eu quis te dar e o erro por ter te implorado por amor, me assemelhei ao móveis por seu desuso total quando não são mais úteis, ou novos ou quando nos enjoamos de olhar pra eles e queremos não mudá-lo de lugar, mas mudar de casa.
Tudo que aprendi naquela casinha e o quanto eu mudei e desejo mudar, por mais que vivi felizes momentos, quero apenas deixar para trás o que tem que ser deixado. Penso que o melhor é fingir que nos esquecemos, já que não podemos mais nos fazermos feliz, percebo que a raiva que sinto me embala, pois é a forma que minha mente arrumou de não te esquecer, de qualquer forma, quando eu finalmente te perdoar, você não vai existir mais dentro de mim, é paradoxal mas eu não sei se quero te perdoar, mas vou percebendo que aos poucos, você vai sumindo daqui, dos cantos, dos pensamentos e das ruas, como uma ideia que não foi boa, como uma risada na hora errada, um barulho na madrugada, um amor que não terminou nada bem.
Como eu disse na última conversa, aquelas seriam as últimas palavras, acredito que antes de ir embora ainda te escreverei mais algumas, ou apenas vou embora mesmo, acho que será melhor, é impossível viver no passado depois da forma que tudo se sucedeu.
É uma pena, foi tudo uma pena, o orgulho e as palavras ditas e nunca esquecidas, uma pena você ter escolhido ser como todos os outros, uma pena eu ter me decepcionado justamente com você, uma pena eu ter perdido os amigos que nunca tive (que um dia achei que tive), uma pena minha vida não te interessar mais, e não podermos ter amadurecido juntas, uma pena você se entediar facilmente e uma pena você ter escolhido fazer tudo isso machucando um sentimento puro e desesperado.
Uma pena constatar, ao passo que eu conheço outras pessoas, que nós vamos passar e nos dissolver uma pra outra, como tanto dessas pessoas, até alguém com uma fagulha de coragem resolver ficar.
Éramos mais do que isso, muito mais que dramas, dissimulações e descompromissos, hoje não passamos de lembranças ou nem isso, não sei se a minha foto e minha carta ainda estão na sua carteira, mas é questão de tempo pra você tirá-la de lá, você tira ela de lá, eu tiro você daqui, vou esperar outros verões, planejar as viagens que um dia sonhei ao seu lado e fazê-las sem você, como eu já venho fazendo tudo.
Só me arrependo de ter ficado tão mal a ponto de que isso possa interferir para sempre na minha vida, me responsabilizo porque você nunca irá fazer isso no meu lugar, mas eu me acostumo, vai ser apenas mais um período difícil que quando eu me lembrar me dará calafrios, como os que eu passei na grande cidade de onde eu vim, e como os do começo quando vim pra essa cidade média.
Não queria que essa história me fizesse ter a sensação de arrependimento por ter sido feliz, eu prometo pra mim mesma nesse final de ano, que nunca mais irão machucar meu cerne sentimental por ignorância a respeito da vastidão que eu guardo no meu peito, que pessoas que têm o sentimental de um botão, nunca mais irão me maltratar dessa forma.
Eu prometo não ficar mais tão infeliz por sua causa, e te esquecer da mesma forma que você se esqueceu de mim, e reservar a você e a todos, as mesmas coisas que reservarem pra mim, reciprocidade, para o bem e para o mal.
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