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Enfim, o fim

Muitas vezes sou um perigo para mim mesma, minha mente é um carrossel, eu sinto tudo e depois não sinto nada. Tinha uma coisa trancada aqui, os meus sem cor e eu quase me apagando, então depois de você, o mundo, as novidades, os planos, uma esperança.
Pela primeira vez acordei e não era você que estava na minha cabeça, e foi como respirar depois de um bom tempo sufocando.
Espero que seu ego já tenha sido inflado o suficiente por mim, porque essa atenção não será mais sua, se você queria me ver feliz, fique em paz, eu estou agora, as coisas passam, mesmo as que mais doem, mas o amor cura, o amor da sua gente, dos amigos de verdade, que te olham e conseguem enxergar em você o que às vezes você não conseguia mais, e recarregam toda a energia perdida numa história torta e de mentira.
Amar nunca foi fazer isso, e não se cresce assim, você pode estar fazendo muitas coisas, mas eu não sei se classificaria como "crescendo". Acho que amor foi ter ido embora, desamor foi não ter ido antes, com sinceridade, com a dignidade, e com o pouco que restava da mentira mais bonita que me contaram.
Eu agradeço esse fim de ano por ter me levado a angústia que estava presa em mim e ter me trazido esperanças novas e a possibilidade de eu ser a Ana que eu gosto e realmente sou.
Respirar é bom...

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