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Não tenho jeito

É impossível, eu sou impossível, meu processo criativo está intimamente ligado ao meu coração-bandido, esses clichês de amor romântico também, eu só consigo encher esse espaço em branco de palavras, quando estou atrelada a esse caminhão de sentimento que me atropela a cada hora pensando em você.
Minha dádiva e minha maldição, toda vez que aqui escrevo, é um prenúncio de que no final, vai sair melhor que a encomenda, pro bem e pro mal, e eu não me canso de me afundar nesse mar revolto que é o coração alheio, e eu não hesito em jogar o bote salva vidas pra quem ousa se aventurar no meu, e eu garanto um coração partido e um bom partido pra se perder.
Hoje eu pensei o quão feliz eu seria com a simplicidade de uma casa no campo, com umas crianças e um amor, amolece assim o meu coração virginiano e logo bate as pernas pra alcançar o pé no chão: Calma lá! Ele só é seu tipo, apesar de ser diferente de todos os outros tipos com quem você já rodou por aí. Calma lá! Aquieta o coração e vai distrair essa cabeça que o amor gosta dos distraídos, dos que se distraem com a banda passando, com o ventos nas folhas e umas flores no chão.
E eu vou prometendo pra mim mesma, mas sem muita pretensão de conseguir cumprir, que eu não vou dormir e acordar pensando em quando vou te ver e conseguir juntar mais peças pra montar esse enigma que é você.
Boa noite, durma bem aqui dentro de mim.

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