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O nome que ainda me deixa intranquila

Você está fazendo um tratado sobre Marx e a questão filosófica por trás da sua barba enorme e do seu cabelo sem corte, enquanto eu estou louca pra sentar na primeira fila da sua sala e engolir cada gesto que te faz ser único nesse instante pra mim.
Você diserta sobre assuntos que eu nunca ouvi falar e desconstrói a minha vaidade intelectual me deixando sem palavras até para perguntar sobre que raios você estava falando. Provavelmente, como você mesmo disse, deve ser apenas uma questão estética, você enrolando o cabelo castanho, e tentando me explicar coisas que vão além do me entendimento, passando seus olhos azuis procurando a palavra certa, e acertando todas elas.
Eu te procurei durante toda a semana seguinte e na próxima, mas depois fui parando aos poucos de te procurar e de procurar passar pela sua rua, olhando bem no final dela na esperança de você estar de repente, sei lá, varrendo a calçada.
Você passou por aqui, deu uma bagunçada e foi embora, "todos os direitos reservados", deve ser o slogan da minha vida amorosa. Claro você tem o direito, de sentir o que sente, e eu tenho o direito de achar que daqui uns bons meses, quando o seu ex amor deixar de te doer, quando você estiver procurando por sexo não só pra esquecer alguém, que a gente vai se cruzar num bar, num show, numa esquina dessas aqui perto das nossas casas, e você vai pensar duas vezes antes de me esquecer.

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