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Agora longe

Da calçada ela via as roupas no varal balançando com o vento, se perguntava como algo tão vazio podia ganhar vida daquela forma repentina, pois dentro dela, mais vazio não poderia estar, e nenhum vento traria vida.
Da calçada ela via a vida de uma outra forma, do lado de fora, ela imaginava o que havia dentro, ela queria chegar a algum lugar, mas da calçada, o máximo que alcançaria, seria o outro lado, que era idêntico ao primeiro, não tinha sombra, não tinha paz.
Ela fugiu para nunca mais voltar, ela desistiu de todos, todos nunca a deram uma chance e ela nunca pediu, mas no fundo ela queria, mas ela nunca chorava, mas por dentro, ela morria, ela estava em pé, mas quantas vezes ela caía, e não se levantava.
Todo dia agora ela veste sua fantasia e sai para o seu mundo de brinquedo, ela joga com a realidade e perde cada vez um pouco da sua sanidade, com a sociedade ela aprimora seu sarcasmo, e a sociedade aprimora sua indiferença, é uma troca de favores tão sutil quanto a guerra por poderes.
Ela não se importa com as opiniões, ela aprendeu a não ouvir, ela quase nunca fala, sua feição não é de tristeza, é apenas de indiferença, a pior delas,a que a atinge em primeiro lugar, ela sempre foi egoísta, agora só mente para ela mesma.

Comentários

Lucas Furlan disse…
Aninha, esse post eh mara, alkalaklkalaklakaklakaklaklaka...

eu ainda ei de ler um livro seu, alalalaklkalkalkalaklaklaklakalkalkalkalkalaklaklaklak...

ou quem sabe vc não faz jornalismo comigo e viramos uma bela dupla de escritores ou redatores???
lalakaklaklaklkalkalkalklak...

te adoro.

Bjis, Luh...

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