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Isolando

Nenhum doce me tomou daquela forma, foi insensível a maneira que aconteceu, pior é não poder lembrar de nada desde aquela tarde, o tempo se espalhou pelos meus dias, e agora cada hora é eterna, cada lágrima me faz um rio, cada risada é histeria, cada amor que me partiu agora parte com meu desrespeito.
Não consigo mais enxergar os anônimos a minha volta, me tornei um ser tão individual que se de repente eu os visse, entraria em pânico, voltaria pra casa onde meu cachorro mudo, me espera sempre com seu olhar acolhedor.
Eu guardo minha sociabilidade para depois, amanhã eu supero as pessoas, amanhã elas não me assustarão mais, amanhã eu faço amigos. E todo dia se torna um amanhã, e eu vou me sentindo bem cada vez que a luz pisca, ou o forno esquenta, me dando a ilusão de que os objetos a minha volta me vêem, e se comovem com a minha solidão.
Embaixo os olhos do meu cachorro me dizem: " E se o amanhã não chegar?"

Comentários

Anônimo disse…
Q de maissss.....!!!!

Ana vai escreve um livro q vc vai se da bem...!!

Serio
Unknown disse…
Anaa...
Lindo lindo lindooo!!!
Amei.. muitoo sensível.. adoro o que vc escreve.. sempre me faz sentir dentro do texto, como se fosse uma história vivida por mim, mesmo sem tê-la nunca vivido.. adorei..
eh verdadee.. escreve um livroo meu..
Beijos...
saudadee
Lucas Furlan disse…
OMG, vixiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!

depois de uns dias, sem ler seus textos fikei alucinado com esse!!

adorei Ana!!!!!!!!!!

Bjis, Luh...

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Para você

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