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Curva do some

Será que não tem mesmo como eu correr daqui? Aonde eu vou você consegue me alcançar, só que sempre passa à minha frente, e some na curva, essa curva que você mesmo constrói, por que sumir dessa forma, pra que me matar dessa forma tão vil? Como se sente fazendo isso?
O seu tempo nunca termina, e você me mostra esse rosto cheio de coisas comuns, mas o que você esconde, dói muito, eu me sinto igual, eu podia apenas ficar do seu lado, é como eu quis estar, é como você nunca tentou entender.
Essa sua capacidade de me fazer esperar, chorar, além de me ensinr a ter paciência, me ensinou a esperar a noite me acordar, porque ela já não me faz dormir, ela, como você, faz a curva do que está fora do meu alcance, e me deixa pra trás, cansada de sempre ficar atrás de você, de sempre tentar te entender e justificar seus erros, com angústias que mal devem existir.
Não me faça enlouquecer com seu jeito, nem esperar que você esquente esse frio, você não tem nada de mais além do que eu mesma fiz você ter, além do que eu sempre esperei de você, e que nunca chegou. Então chega, chega de você, nada mais de você pra mim.

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