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In natura

Aquela sensação de leveza ainda está em mim, aquele tom de azul, aquele verde refrescante, aquele marrom escaldante, o amarelo do Sol, e da raridade de minhas duas mais preciosas pepitas. Agora aqui, deste lado do mundo, o Sol demora nos aquecer e as pedras tão preciosas, não passam de rochas duras demais.
Ah mas aqueles dias felizes não foram e nem serão esquecidos, eu os tenho em mim guardados eternamente na memória do meu coração e nada vai apagá-los de mim. Tudo que passamos, tudo que recordamos, tudo que confessamos, tudo que fizemos ainda está lá, no ar, nas pedras, na grama, na água, no vento.
A velocidade que me ensinou a olhar para frente, tomar cuidado com o que vem, mais forte ou mais frágil, sempre está à frente e isso que importa, olhar, balançar a cabeçae jogar fora toda a angústia de dentro de nós.
Amei ver a energia natural que nos cerca e muitas vezes passa desapercebida, amei ver as manifestações, nas pequenas coisas, de alguém superior a nós, afinal eu sou amante da liberdade, amada da vida, feliz do coração.

Aquele Bug...

Comentários

Unknown disse…
é ana a angustia é palavra mas discutida no mundo!
ate agora to tentando entender!


lindo,lindooo

bjuu

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Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

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