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Todos separados

Então é isso, prestes a contar uma história, prestes a despedaçar a sua lembrança, prestes a ver todos partirem, não é tão doce poder tocar um sentimento, quando ele não está pronto para aguentar todo os seus argumentos cegos. Essa é a realidade que atravessa à minha frente, tão cega que não pode ver que sou eu que preciso chegar em algum lugar.
Eu prefiro chegar sozinha então, cercada de todo o meu egoísmo e sonhos, abandonada pelo o que me resta de fé na humanidade e infeliz com os mais recentes acontecimentos, minha fuga é mergulhar em uma substância doce que enquanto doce me leva embora da minha realidade.
Então é assim que ficamos, tristes de de rostos virados, querendo dizer com olhares aquilo que não podemos expressar, tenho vontade de derrubar essa barreira que nos faz piores do que todos, nossas manhãs felizes não voltarão mais, vamos depender do passado que nós fazíamos questão de esquecer,e vamos pressioná- lo para que vá embora sem deixar vestígios. Eu não suporto isso, eu não preciso disso, eu só acho injusto demais cometer os mesmos erros que você.

Comentários

Unknown disse…
Esse foi extremamente tocante..
impressionou..
Adorei Ana.. muito lindoo..
Parabéns!
Te amoo
Bjusss

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Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

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