
Um ponto apenas, um torto ponto, um tanto seu, um tanto nosso, a interrogação que o amor não deveria impor, a dúvida que a saudade nos deixa, a certeza que o tempo nos tira. Mas você sabe que é tão seu tudo que eu tenho, o que eu faço, e o que eu poderia fazer se soubesse como.
A impaciência que bate no meu coração e a dor que a hipótese me causa, o desespero por não poder fazer metade do que se quer, de não ser metade do merecido. Será que eu disse que um dia aconteceria? Eu pensei nisso como uma possibilidade? Nós corremos demais pra isso dar certo, ou então seria perfeito, qual dessas parece se encaixar?
Temos um ao outro, mas temos mais tanta gente, quem nos tem que diga por nós, quem somos para eles? Somos os mesmos um para o outro? Deveríamos ser, e deveríamos estar mais, ouvir e calar, ouvir no silêncio do outro o amor que não precisa ser dito. Acontece pra você? Não! Eu perguntei primeiro.
Todas as chances em nossas mãos, toda a vida que nós tanto temos, todos os erros cometidos prematuramente, a falta da tranquilidade muitas vezes compensada com a loucura que nos causa essa ausência de razão. O que eu sinto faz eu perder toda a razão e o juízo.
Até quando? Não vamos mais perguntar isso, nem fazer o sofrimento no outro com isso, você pode saber? Eu não posso, se o "quando" chegar no fim, o que importa é que o "quando" do começo foi importante, verdadeiro, naquele momento era o amor, e se era amor não vai existir a falta, sentimento que se regenera mas também muda de forma.
Mas a forma de hoje é que mais me interessa, a forma que se finge corajosa e se torce de saudade, que é forte mas também muitas vezes chora. Deixa vir o amanhã, vamos ver ele nascer, e se nós não podemos saber, vamos esperar que ao contrário dele, a gente nunca se ponha.
Comentários
Parabéns, é maravilhoso!
Beijos...