
Eu sou, não quero, não vou, mas eu sou, não tento, não ouso, sou momentânea, eu ligo o volume alto e me sento sugando acordes e poesia, e eu penso onde isso poderia me levar, e eu vejo que a tantos lugares, e há tantas possibilidades, mas elas não aparecem, e de tão errada e incerta, nunca começo por falta de saber.
Falta alguma coisa, falta TANTA coisa, sobram tantos medos, e eu não sei do que eu preciso, se de um lugar ou de um amigo, de um dia inesquecível, ou uma outra noite de sono, um reconhecimento, ou o "me esqueçam, deixem-me viver".
Ai, deixa eu tornar isso fácil, é isso que a música pede, vou me arrumar um programa, na verdade queria algo que me consumisse enquanto eu fizesse o mesmo, não que eu não preste, eu sou errada, e eu mereço.
O que eu pareço ser, não sou, mas ninguém sabe disso, eu sou a minha verdade, e tão só minha, mas eu queria que todos soubessem, eu queria poder mostrar, eu queria ser tantas, mas sou apenas uma.
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