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A quem ama...

Olha, como eu queria que não doesse tanto, que esses olhos fitassem o de outra pessoa e não se deslumbrasse com a certeza do sim e não morressem com a realidade do não, entre tantas coisas que não sei, sei que muitas vezes o coração pode ser partido, e sei que muitas vezes ele não se restaura.
Você é a primeira pessoa que falou que a dor de amor também é física, e quantas pequenas vezes essa dor veio e não matou, é isso que a faz cruel? Ela não te mata, ela te machuca sem te ferir, silenciosa e calma, como um bom algoz.
Onde eu posso ficar nesse espaço de tempo onde os amantes dormem, onde as juras são feitas, tantos "para sempre" secretos? Eu fico na espera, porque de alguma forma eu sei que irá chegar, e quando que digo que percebo as pessoas, não minto e nem finjo, é isso que vejo em você, é "sorte de um amor tranquilo" e todas aquelas expectativas das quais a gente tanto fala, e que por mais que  a gente negue, esperamos e esperamos...
Sabe quando você finalmente vai achar o amor? Quando deixá-lo chegar, o amor gosta do distraídos, dos que andam nas ruas olhando pro alto, dos que chegam mansinho e vão embora sem alarde, da minha paixão já não sei mais, só sei que ela vai chegar, uma, duas, três...
Tem coisa que soa como amor, se parece com amor, se auto-intitula amor, mas não é, e outras tantas que sem ao menos a gente perceber, já ama.


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Para você

Oi meu caos, hoje você apertou esses olhos num sorriso e os segundos até você desapertar e configurar novamente seus olhos castanhos num círculo, congelaram até você deixar de sorrir.
  Não sei, acho que com o tempo eu fui perdendo a vontade de escrever só pra mim, como se minha  própria escrita não me saciasse mais, parece que já não sei mais palavras suficientes, que não carrego  mais emoções nas minhas frases, que cada ruga nova que surge no meu rosto contasse mais histórias  que qualquer história que eu pudesse escrever. Poderia ser totalmente dramática e dizer que a vida tirou tudo de mim mas também poderia ser  pragmática e dizer que a quantidade de tempo passada no celular limitou algumas conexões do meu  cérebro e não consigo mais colocar tanta emoção nas coisas. Mas também teve a rapidez com que a  vida passou, as obrigações que tomam todo o tempo livre e o corpo e a mente tão cansados que  quando o ócio chega ele precisa ser rapidamente anestesiado. Também teve a questão da falta do que dizer, ou melhor, da falta de sentir, eu volto ao início porque  foram me faltando palavras, foi me faltando dar nome às coisas...

É...

Eu fico aqui então cantando pra Lua e pra  todos os outros astros, os agudos que queria dar pra você. Fico além de com todo esse orgulho ferido que ganhei, com a humilhação delimitada pela sua superficial amizade. Eu não fiz uma sequer rima que você achasse digna de encaixar na sua história, e eu fiz várias, e boas. Você não sabe muito sobre mim, eu tentei juntar o máximo de pistas que eu tinha  e não descobri nada de seu, o ar de mistério que paira sobre você, agora me deixa ver muito mais do que eu gostaria. Mas então eu vou te dizer por aqui mesmo o que estou ensaiando pra te dizer há um bom tempo, e eu vou tentar ser o mais transparente e sincera possível, e todo esse esforço (porque espero que consiga imaginar o quanto isso é difícil) é por mim, não é porque acho que você possa ponderar sobre o seu distanciamento sempre tão bem estruturado. Eu procurei ir além das meias palavras que a gente sempre trocou, não dava porque dentro de mim todas as palavras que eu poderia t...